A Ressonância Magnética Fetal no Diagnóstico das Malformações do SNC: Experiência do Hospital Pediátrico de Coimbra

  • Maria João Liberal Hospital Pediátrico de Coimbra, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Palavras-chave: Ressonância Magnética Fetal, Ultrassonografia Fetal, Malformações

Resumo

A Ultrassonografia (US) fetal é o exame mais utilizado no período pré-natal para avaliar o crescimento do feto, no entanto, em alguns casos os resultados são inconclusivos ou insuficientes, perante estas situações a Ressonância Magnética (RM) fetal torna-se exame complementar de diagnóstico de extrema importância.
O objetivo foi avaliar o papel da RM fetal no diagnóstico das malformações do sistema nervoso central (SNC) no Hospital Pediátrico de Coimbra desde maio de 2012 a maio de 2019.
A amostra consistiu num total de 85 mulheres grávidas que realizaram RM fetal do SNC no serviço de imagiologia deste hospital no período em estudo, num total de 91 exames. Analisado o processo imagiológico foram retirados dados relativos à idade da grávida, semanas de gestação, achados na US fetal, ocorrências na RM, artefactos de movimento fetal, gravidez gemelar, neurorradiologista responsável pelo relatório do exame e verificação da US por RM de lesões no SNC.
Verificou-se que a idade das grávidas com maior incidência foi entre os 30 e os 40 anos e o maior número de exames de RM fetal do SNC foram realizados antes das 24 semanas e as 30 e 33 semanas de gestação. As ocorrências mais observadas na RM foram a ventriculomegalia, malformações da linha média, anomalias da fossa posterior e alterações do espaço subaracnoídeo.
Foi possível constatar que a verificação da suspeita da US por RM não está relacionada com o escalão etário nem com as semanas de gestação.

Publicado
2021-07-19
Secção
Artigos Científicos